Simples Nacional e MEI
Alíquota efetiva e DAS do mês, pelos Anexos I a V — e o DAS do MEI.
Calcule a alíquota efetiva e o valor do DAS do mês a partir do faturamento dos últimos 12 meses e do anexo da sua atividade (I a V). A ferramenta usa a fórmula oficial da Lei Complementar 123/2006, mostra a faixa aplicada, a alíquota nominal e a parcela a deduzir — e traz também os valores do DAS do MEI em 2026.
Como usar
- Escolha o anexo da sua atividade (I a V).
- Informe o faturamento acumulado dos últimos 12 meses (RBT12) e o faturamento do mês.
- Veja a faixa, a alíquota efetiva e o valor do DAS.
- Na aba MEI, escolha a atividade para ver o valor fixo do DAS em 2026.
Alíquota nominal não é o que você paga
Muita gente olha a tabela, vê "11,2%" e acha que vai pagar isso. Não é. O Simples usa uma alíquota efetiva, calculada assim:
(RBT12 × alíquota nominal − parcela a deduzir) ÷ RBT12
Com R$ 300.000 de faturamento em 12 meses no Anexo III, a nominal é 11,2% e a dedução é R$ 9.360 — a efetiva fica em 8,08%. O DAS do mês é essa alíquota aplicada sobre o faturamento daquele mês, não sobre o acumulado.
Qual anexo é o seu
- Anexo I — comércio: lojas, revenda, e-commerce.
- Anexo II — indústria e fabricação.
- Anexo III — serviços em geral: salões, academias, agências, clínicas, escolas.
- Anexo IV — construção civil, limpeza, vigilância e advocacia (aqui o INSS patronal é pago à parte, fora do DAS).
- Anexo V — serviços profissionais: TI, engenharia, publicidade, medicina, consultoria.
Fator R: a regra que muda tudo para prestador de serviço
Atividades do Anexo V podem ser tributadas pelo Anexo III, bem mais barato nas primeiras faixas, se o Fator R for igual ou maior que 28%. O Fator R é a folha de pagamento dos últimos 12 meses — incluindo pró-labore e encargos — dividida pelo faturamento do mesmo período.
Na prática, muitos prestadores ajustam o pró-labore justamente para cruzar esse limite: sair de 15,5% (Anexo V) para 6% (Anexo III) na primeira faixa é uma diferença enorme. Vale simular os dois cenários antes de decidir.
MEI: valor fixo, independente do faturamento
O MEI não usa alíquota: paga um valor fixo por mês. Em 2026, com o salário mínimo em R$ 1.621,00, são R$ 82,05 (comércio ou indústria), R$ 86,05 (serviços) ou R$ 87,05 (comércio e serviços). O valor é composto por R$ 81,05 de INSS — 5% do mínimo, que garante aposentadoria e auxílio-doença —, R$ 1 de ICMS e R$ 5 de ISS. O vencimento é dia 20.
Se você presta serviço como pessoa física, compare com o custo de ser autônomo usando a calculadora de valor da hora.
Perguntas frequentes
Como se calcula a alíquota efetiva do Simples?
Alíquota efetiva = (faturamento dos últimos 12 meses × alíquota nominal − parcela a deduzir) ÷ faturamento dos últimos 12 meses. Ela é sempre menor que a nominal, por isso não adianta olhar só a porcentagem da tabela.
Qual é o meu anexo?
Comércio é Anexo I; indústria, Anexo II; serviços em geral, Anexo III; construção civil, limpeza, vigilância e advocacia, Anexo IV; serviços profissionais como TI, engenharia e publicidade, Anexo V (ou III, se a folha atingir 28% do faturamento).
O que é o Fator R?
É a razão entre a folha de pagamento dos últimos 12 meses (incluindo pró-labore) e o faturamento do mesmo período. Se der 28% ou mais, atividades do Anexo V migram para o Anexo III, que costuma ser bem mais barato nas primeiras faixas.
Quanto o MEI paga por mês em 2026?
O DAS do MEI é fixo: R$ 82,05 para comércio ou indústria, R$ 86,05 para serviços e R$ 87,05 para comércio e serviços juntos — sendo R$ 81,05 de INSS (5% do salário mínimo de R$ 1.621,00), R$ 1 de ICMS e R$ 5 de ISS. Vence todo dia 20.